Safety

Conectividade para push RTMP: VPN IPsec ou RTMP com firewall

Compare as duas formas seguras de enviar o vídeo das câmeras à Pix Force por RTMP: firewall rígido com allowlist ou VPN IPsec site-to-site, e veja o que vem com o RTMPS.

Foto de Uender SantosUender SantosAnalista de Suporte
4 min de leitura 6 visualizaçõesAtualizado em 23/10/2026

Existem duas formas seguras de enviar o vídeo das suas câmeras à Pix Force por push RTMP. Veja os requisitos de cada uma e escolha a que combina com a sua rede. Se ainda não conhece o modo push, comece pelo Guia de configuração de câmeras via RTMP. Para o modo pull, veja o guia via RTSP.

1. RTMP com firewall rígido

O cliente envia o push RTMP diretamente à plataforma pela internet, com acesso restrito por regras de firewall.

Requisitos do cliente

  • IP(s) público(s) fixo(s) de saída dos equipamentos que farão o push (ou do Fortigate, com SNAT para um IP único), informados com antecedência para liberação.
  • Liberar saída TCP/1935 para o IP de destino informado.
  • Câmeras/encoders com suporte a RTMP e a autenticação por chave ou usuário/senha por stream.
  • Aviso prévio em caso de mudança do IP de saída.

Controles de segurança aplicados

  • Allowlist por origem: somente os IPs do cliente são aceitos; qualquer outra origem é descartada.
  • Porta única, serviço único: apenas RTMP (TCP/1935).
  • Credencial de publicação por câmera: revogável e rotacionável sem afetar as demais.
  • Fluxo unidirecional: o cliente envia o vídeo; a plataforma nunca inicia conexão para a rede do cliente e nenhuma rota para ela é criada.
  • Auditoria: conexões permitidas e bloqueadas são registradas.

2. VPN IPsec + RTMP

2.1 Tipo de VPN

  • IPsec site-to-site, route-based (interface mode) no Fortigate. É o modelo que se conecta ao Cloud VPN da GCP.
  • SSL VPN não se aplica: no Fortigate ela é voltada a acesso remoto de usuários, não à interconexão de redes.
  • IPsec Dialup não é indicado: serve a peers com IP dinâmico discando para um hub; aqui precisamos de gateways com IP público fixo.
  • Dispositivo com NAT na frente: a GCP só suporta NAT 1:1 com NAT-T (UDP encapsulation); NAT com tradução de portas não é suportado.

2.2 Requisitos no Fortigate

  • IP público fixo no Fortigate (ou NAT 1:1 na frente dele).
  • IPsec route-based com IKEv2 e suporte a BGP para a troca de rotas com a plataforma.
  • Rota restrita ao RTMP: o Fortigate receberá apenas a rota (/32) do servidor de ingest RTMP, sem acesso a nenhuma outra rede.
  • Política de firewall do Fortigate: origem = câmeras/encoders; destino = /32 do servidor RTMP; serviço = TCP/1935; negar todo o restante pela VPN. Recomendado fazer SNAT para um IP único de origem.
  • Faixas internas do cliente sem sobreposição com a rede da plataforma (ou NAT para evitar conflito).
  • Liberar entre o Fortigate e os IPs do gateway VPN da plataforma: UDP 500 (IKE), UDP 4500 (NAT-T) e ESP (protocolo IP 50).
  • MTU do dispositivo no máximo 1460 bytes, com prefragmentation habilitada; habilitar também IKE fragmentation (RFC 7383).

2.3 Parâmetros IPsec sugeridos

ParâmetroValor
Versão IKEIKEv2 (cifras configuráveis apenas em IKEv2)
AutenticaçãoPre-shared key (única suportada), aleatória, 32 caracteres ou mais
Fase 1 (IKE)AES-GCM-16-256; DH Group 14 ou superior; lifetime 36.000 s (10 h)
Fase 2 (ESP)AES-GCM-16-256; PFS obrigatório (Group 14 ou superior); lifetime 10.800 s (3 h)
ModoESP em modo túnel
DPDAgressivo; INITIAL_CONTACT ativado; início automático
CifrasPropor e aceitar uma única cifra por função nos dois lados, para evitar troca de cifra entre rekeys

Alternativa sem AEAD, se o Fortigate exigir: AES-CBC-256 com HMAC-SHA2-256. Confira no FortiOS os nomes equivalentes de cada algoritmo.

3. RTMPS + firewall rígido (em integração)

Estamos integrando o RTMPS à plataforma. RTMPS é o RTMP sobre TLS: acrescenta criptografia em trânsito e autenticação do servidor por certificado, mantendo as mesmas regras de firewall do RTMP. Previsão de disponibilidade: a confirmar.

Requisitos do cliente

  • Câmeras/encoders com suporte a RTMPS (TLS). Dispositivos mais antigos podem não suportar; os equipamentos serão validados antes da migração.
  • IP público fixo de saída, como no RTMP, e liberação de saída TCP para o IP de destino, na porta que será informada.
  • Credencial de publicação por câmera, como no RTMP.
  • RTMP e RTMPS podem coexistir em portas distintas durante a transição.
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Foto de Uender Santos

Uender Santos

Uender Santos é Analista de Suporte na Pix Force. Apoia os clientes a obterem sucesso com a plataforma, da instalação das câmeras ao uso do dia a dia, para tornar os ambientes de trabalho cada vez mais seguros.

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